ZIP TV - Zona Interactiva Politécnica

07 novembro 2006

Cultura Politécnica - Novembro a Dezembro

A programação da Cultura Politécnica para os meses de Novembro e Dezembro já pode ser consultada numa pequena agenda a distribuir nas unidades orgânicas do Instituto Politécnico de Castelo Branco. O programa integra concertos, teatro e exposições, todos eles com entrada livre.


AGENDA:

NOVEMBRO
Quarta, 8 a Quinta, 30 - serviços centrais do IPCB:
Exposição tapeçaria comtemporânea "Voar sem Risco", de Dália Almeida

Terça, 14 – auditório da ESART (Cine-Teatro Avenida), 21:30:
Duo Alma Mater

Sexta, 24 – Centro Cultural de Alcains, 21:30:
Orquestra Sinfónica da ESART (maestro Rui Macena)

Quarta, 29 - Cine-Teatro Avenida, 16:30 e 21:30:
Quarta Parede, "Lar Doce Lar", de Jeannine Trévidic


DEZEMBRO
Quarta, 6 – auditório da ESART (Cine-Teatro Avenida), 21:30:
Váatão - Teatro de Castelo Branco, "Favas São Favas..."

Quarta, 6 – jardim do Governo Civil:
Pintura Mural da Beira Interior (ESART e IPPAR Castelo Branco)

Segunda, 11 – Salão Nobre do Governo Civil, 21:30:
Oficina Musical do Porto - Carlos Alves (clarinete) e Paulo Álvares (piano)

comentários de Álvaro Salazar

06 novembro 2006

Professor da ESART integra Orquestra Gulbenkian

Nelson Alves, docente da Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART) de Castelo Branco, acaba de ser integrado no naipe de oboés da Orquestra da Fundação Calouste Gulbenkian. O músico de 29 anos foi admitido naquela exigente e prestigiada orquestra de Lisboa após ter vencido o concurso para o preenchimento das vagas existentes.

O docente, que desde 2002 lecciona na ESART, iniciou os seus estudos musicais em 1990, ano em que ingressou na Escola Profissional Artística do Vale do Ave (ARTAVE). No ano lectivo de 1995/96 foi admitido na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto. Em 1997/98 concluiu o bacharelato, tendo no ano seguinte obtido a licenciatura do curso de Instrumento, variante de Oboé na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE) do Porto. Desde o seu ingresso nesta Instituição teve como tutor o oboísta Ricardo Lopes.

Da sua experiência como músico de orquestra destacam-se as participações na Orquestra Sinfónica da Artave, Sinfonieta – Orquestra Inter-escolar do Norte, Orquestra do Norte, Orquestra de Câmara Musicare, Oficina Musical, Capela Real, Grupo de Música Antiga "Flores de Música", Umo Jazz Orchestra, Remix Ensemble/Orquestra de Jovens da Casa da Música Orquestra Filarmonia das Beiras e Orquestra Sinfónica Portuguesa, bem como as apresentações mais regulares com a Orquestra Nacional do Porto e a Orquestra da Fundação Calouste Gulbenkian.

Em 2001, Nelson Alves foi convidado para se apresentar como solista com a Orquestra do Conservatório de Música de Genève, na estreia nacional do concerto para oboé solo e orquestra "Su Fundamenta Invisibili", de Eric Gaudibert. Também se apresentou como solista com as orquestras ARTAVE, Sinfonieta da ESMAE, Filarmonia das Beiras e Sinfonietta de Köln.

Desde o ano lectivo de 1998/99 que Nelson Alves é professor de oboé na Academia de Música Valentim Moreira de Sá e na Escola de Música do Coral de Fornos. Para além de docente na ESART, actualmente é também professor de oboé na Escola Profissional de Música de Espinho. Participa frequentemente em Master-Classes em Portugal, Espanha e Alemanha, nos quais já trabalhou com os oboístas Diethelm Jonas, Peter Veale, Stefan Schilli, Alex Klein, Thomas Indermühler, Christian Wetzel, Klaus Becker, David Walter e Emanuel Abbühl.

27 outubro 2006

Avaliação de impactes em discussão na ESA

Reflectir sobre o papel das políticas e estratégias de avaliação de impactes na gestão e desenvolvimento sustentado do território foi o objectivo da conferência que juntou na Escola Superior Agrária de Castelo Branco alguns dos maiores especialistas mundiais na área.


Miguel Coutinho defende a realização destes estudos
(foto: ZIPTV/emissão)

A Associação Portuguesa de Avaliação de Impactes (APAI) e a Escola Superior Agrária de Castelo Branco promoveram na cidade a segunda Conferência Nacional de Avaliação de Impactes. Oportunidade para alguns dos maiores especialistas mundiais na área reflectirem sobre o papel destas políticas e estratégias de gestão sustentada do território. Uma ferramenta imprescindível para o licenciamento transparente de qualquer actividade económica e que ajuda a evitar possíveis problemas.

"O Estado e a Administração Central e Regional têm de tomar decisões. E essas decisões não podem ser a priori, têm de ser enriquecidas com informação técnica", defende Miguel Sala Coutinho, presidente da APAI. "E o que se pretende no estudo de impacte ambiental é dar informação a quem tem de decidir", de forma a reunir "as garantias necessárias para se poder avançar com determinado projecto."

Até agora, em Portugal a avaliação de impactes tem-se focado sobretudo em projectos e pouco no ordenamento do território. Mas em breve será transposta uma directiva comunitária que irá obrigar à avaliação ambiental estratégica de programas como Planos Directores Municipais ou Planos Regionais de Ordenamento, situações em que é mais difícil determinar eventuais erros. São políticas e projectos em que os cidadãos podem também dar a sua opinião e intervir directamente na tomada de decisões que acabam por afectar as suas vidas.

"Em muitas circunstâncias, o procedimento de avaliação de impacto ambiental é o único que obriga à participação da população em geral, e por isso muitas vezes acabam por ser projectos de grande polémica e discussão pública", contrapõe aquele responsável, ligado ao Instituto de Ambiente e Desenvolvimento, associação sem fins lucrativos da Universidade de Aveiro que presta serviços na área do ambiente e ordenamento.

Foi esse o caso do estudo sobre a co-incineração, realizado em 1994. O primeiro do género no país - em que Miguel Coutinho também esteve envolvido - e através do qual se procurou perceber qual o melhor tratamento a dar aos resíduos industriais. As energias alternativas e o nuclear são temas que entram no campo da avaliação de impactes. Um instrumento de apoio ao desenvolvimento sustentável e à decisão em políticas de ambiente, mas cujas metodologias podem ser utilizadas noutras áreas como a saúde ou a educação. Na Beira Interior, destacam-se a instalação de parques eólicos, os projectos em Rede Natura 2000 como o Parque Natural do Tejo Internacional, ou a gestão sustentável de actividades turísticas presentes em aldeias como Monsanto e Penha Garcia.

"É muito importante termos a garantia de que hoje estamos a tomar as melhores decisões para daqui a dez anos", adianta à ZIP TV Miguel Sala Coutinho. "Para podermos fazer isso, a avaliação de impactes é uma ferramenta extraordinária."

Uma prática comum em países mais desenvolvidos, mas novidade em Portugal. Até 2000, a realização de estudos de impacte ambiental já era obrigatória em muitos projectos e planos de ordenamento, mas faltava a monitorização no terreno. Para trás ficam dezenas de anos de desordenamento do território. O objectivo agora é a de passar a gestão de infra-estruturas de uma lógica municipal para uma escala inter-municipal, permitindo uma economia de escala.

Jorge Costa

25 outubro 2006

Alunos da ESART criam ateliê de design

Três recém-licenciados da ESART criaram a Puro Design, uma empresa que se irá dedicar ao design gráfico, ao multimédia e ao audiovisual. O ateliê abrangente, pioneiro em Castelo Branco, deverá abrir as suas portas em Novembro e quer-se destacar pelo profissionalismo.


Os três jovens vão abrir na cidade um ateliê de design
(foto: ZIPTV/emissão)

Três recém-licenciados da Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART) decidiram criar a Puro Design. Uma empresa abrangente, pioneira em Castelo Branco, que se quer destacar pelo profissionalismo na criação de cartazes, folhetos, logótipos e sítios na Internet ou na remodelação da imagem de uma empresa ou produto.

A iniciativa empresarial começou na escola de artes, quando cinco alunos de Design Gráfico se juntaram para elaborar o projecto de estágio, englobando as disciplinas de gestão e de design. Concluído o curso, reforçado com uma segunda licenciatura em Design Multimédia, três destes jovens decidiram então seguir o caminho do empreendedorismo e apostar na criação de um ateliê de imagem.

"Nós fizemos um estudo de mercado a nível nacional, e concluímos que em Castelo Branco não havia nenhuma empresa nesse ramo que englobasse o multimédia, o audiovisual e o design gráfico", refere à ZIP TV Edgar Silva, antigo estudante da ESART. "O que queremos mostrar de diferente é o profissionalismo, porque aqui em Castelo Branco se calhar até se fazem vários trabalhos, mas nenhum tão profissional como aquele que nós somos capazes de fazer", conclui.

"O primeiro trabalho em grupo que fizemos foi para uma gráfica, em que eles queriam criar uma oferta para darem aos clientes no Natal", afirma Ana Fernandes. "Depois fizemos um outro trabalho para uma empresa de exportação de produtos alimentares", conta a jovem. "Deram-nos uma embalagem e o que fizemos foi remodelá-la, fazer um expositor, um stand, a marca gráfica da empresa, as aplicações em papel de carta, cartão de visita e envelopes."

Os primeiros trabalhos permitiram acumular alguma experiência ainda no meio escolar, mas para pôr o projecto a funcionar os jovens empresários precisaram de juntar muita documentação, fazer orçamentos e calcular despesas. Parte importante do processo foi a candidatura em Outubro ao Incentivo Local de Empresas, programa em que os ex-alunos da ESART pretendem conseguir um apoio de até 40 por cento do investimento total a realizar. Se o projecto for aceite, terão direito a 18 salários mínimos nacionais por cada posto de trabalho criado. O parecer favorável ou não do Centro de Emprego só chega daqui a meio ano, mas independentemente da resposta a empresa irá abrir as suas portas.


Imagem do vídeo promocional da empresa
(foto: ZIP TV/emissão)

Até ao momento têm sido os clientes a procurar os três jovens. A aposta vai agora para a divulgação junto de pequenas e médias empresas, com a apresentação via Internet de alguns dos trabalhos já desenvolvidos e de um filme onde se demonstra como foi concebida a imagem da Puro Design. "Usámos muito o malmequer, que é uma flor extremamente pura, que nasce nos campos, e a partir daí fazemos a ponte para atingir o nosso público-alvo", explica Sandra Ferreira. "Por si só, o design é uma coisa pura, que nasce de algo", contrapõe Edgar Silva. "No nosso caso, nasce da libertação da forma, já que tentamos sempre relacionar a nossa imagem com a natureza."

São formas simples e genuínas através das quais os antigos alunos da ESART pretendem demonstrar a importância da imagem na imagem de uma empresa. Algo que por vezes ainda é esquecido quando se trata de vender um produto. "Ainda é necessário explicar ao cliente o que é o design gráfico, o design multimédia e o audiovisual", lamenta Sandra Ferrreia. "Sentimos a necessidade de descrever nos flyers o que fazemos realmente: cartazes, cartões de visita,... Temos de explicar tudo."


Representação virtual do espaço a abrir em Novembro
(foto: ZIP TV/emissão)

O novo ateliê deverá abrir as suas portas em Castelo Branco ainda durante o mês de Novembro. Um espaço onde os novos designers pretendem fazer vingar o princípio da pureza, transparência e simplicidade que caracteriza o puro design. Um conceito em que se procura inovar pela perfeição. "Queremos ter uma relação informal, de amizade com o cliente, e por isso vai ser um espaço muito simples", adianta à ZIP TV Edgar Silva. "Queremos que seja um espaço onde as pessoas se sintam bem."

Entretanto vão-se avolumando os clientes, embora até agora nenhum seja da região. Portalegre, Viseu, Benedita e Lisboa são os locais onde já foram encomendados vários trabalhos. Para além da actualização do próprio site, em carteira a Puro Design tem a remodelação da sinalética de um hipermercado, a conclusão de um site para uma empresa, a criação de um logótipo e a decoração de um ginásio.

Jorge Costa

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(IMAGEM: João Paulo Martins e Jorge Costa EDIÇÃO: Jorge Costa)

24 outubro 2006

ESART e conservatório promovem Concurso de Acordeão


Cartaz promocional do evento

O Conservatório Regional de Castelo Branco e a Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco promovem a 24 de Fevereiro do próximo ano a primeira edição do Concurso de Acordeão.

Os promotores do evento pretendem com esta iniciativa, inédita na região, dar mais um importante contributo no sentido de despertar consciências para as potencialidades deste instrumento, bem como para alertar para o crescimento exponencial que o acordeão tem vindo a sentir em Portugal nos últimos anos.

O concurso, que tem a coordenação artística de Paulo Jorge Ferreira e a coordenação geral de Carlos Semedo, é aberto ao público, sendo constituído por duas provas em todas as cinco categorias de acordeão solo, exceptuando a categoria de música de câmara que é constituída por apenas uma prova. As inscrições podem ser efectuadas até dia 24 de Janeiro no Conservatório Regional de Castelo Branco.

(Des)concertante Trio vence Copa Mundial de Acordeão


O grupo, numa actuação em estúdio, na ESART
(foto: ZIP TV/emissão)

O (Des)concertante Trio, grupo nascido na Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART) de Castelo Branco, acaba de vencer a 59ª Copa Mundial de Acordeão na categoria de Música de Câmara. Um evento que entre 18 e 22 de Outubro juntou na cidade norueguesa de Asker alguns dos melhores acordeonistas mundiais, num total de noventa músicos oriundos de três dezenas de países. O trio, constituído pela acordeonista Carisa Marcelino, pela violoncelista Ana Luísa Marques e pelo clarinetista Sérgio Neves, interpertou obras de Sérgio Azevedo e Paulo Jorge Ferreira, este último docente da disciplina de Música de Câmara naquela escola e responsável pela direcção artística dos três jovens, que no âmbito daquela cadeira formaram o grupo em Outubro de 2004. "Fomos com a expectativa de ganhar o primeiro prémio. Desta vez conseguimos", confessa Sérgio Neves. "É a cereja em cima do bolo depois de dois anos de trabalho".

Recorde-se que já em Setembro do ano passado o (Des)concertante Trio conquistara o segundo lugar na modalidade de Música de Câmara (categoria superior) da 19ª edição do Prémio Jovens Músicos, posição igualmente alcançada pelo agrupamento em Junho de 2005 no Concurso Internacional de Música Erudita de Valtidone, em Itália. Por seu lado, Carisa Marcelino fora um dos oito participantes portugueses na edição anterior da Copa Mundial de Acordeão, realizada em Castelo Branco em Outubro do ano passado, competição onde a estudante da ESART conquistou o quinto lugar na categoria sénior. Para trás fica ainda a participação desta jovem nas edições de 2000 e 2001, onde arrebatou um nono e um décimo lugares.

Na edição deste ano da Copa Mundial de Acordeão, Portugal também conseguiu um terceiro lugar na categoria de Música de Câmara com o duo de flauta e acordeão Carolina Patrício e Carisa Marcelino, as quais interpretaram peças de Helmut Reinbothe, Bronistaw Kazimier Prybylsk, Bogdan Precz e Rainer Pezolt. Já Inês Vas e André Natanael, que se apresentaram a concurso na categoria júnior, ficaram no décimo primeiro e décimo segundo lugares, respectivamente. Depois de uma final dominada por três russos, um francês, um croata e uma espanhola, o prémio de melhor interpretação foi atribuído ao russo Vladimir Chernukh (categoria sénior) e ao sérvio Petar Maric (categoria júnior). França e Itália são os países de origem dos vencedores das restantes categorias a concurso.

Com quatro galardões no currículo e uma carreira cada vez mais internacional, o (Des)concertante Trio prefere definir bem os seus objectivos. "Os prémios são a chave para a crescente reputação, mas obrigam-nos a trabalhar", explica Sério Neves. "Agora é preciso calma. Temos de crescer individualmente para ficarmos mais fortes", refere o jovem clarinetista, que já terminou a sua licenciatura na ESART e que neste momento se encontra a fazer um mestrado em Londres. Entre as prioridades do grupo albicastrense, "um projecto bastante sólido, para muitos anos", e que vai permanecer assim que os restantes elementos do grupo concluam o curso superior em Castelo Branco, estão a encomenda de uma obra para triplo concerto e orquestra a um compositor português e a gravação de um CD de originais. Outros dos objectivos do trio, que pretende continuar a dinamizar a música erudita para acordeão, são o de abrir as portas a novos instrumentos e o de interpretar arranjos de obras desconhecidas do grande público.

Entretanto, continuam os concertos lá fora. "Tocar no estrangeiro está a tornar-se um hábito para nós", graceja Sérgio Neves, lembrando que graças ao aumento do prestígio do (Des)concertante Trio, o grupo é cada vez mais contactado. Em Dezembro eles regressam a Castelo Branco, tendo sido também convidados para uma actuação em Oliveira do Bairro. Entre 10 e 12 de Fevereiro eles vão estar em Itália, mês em que participam ainda num concurso em Portugal. Em aberto está para já a participação do trio numa competição na Grécia e a realização de actuações na Noruega.

Jorge Costa

10 outubro 2006

Estudante da EST cria aplicação de cálculo

Tornar mais rápidos e rigorosos cálculos complexos que até agora obrigavam à utilização de muitas tabelas e fórmulas é o objectivo de um conjunto de "calculadoras" desenvolvidas por um aluno da EST. Uma aplicação inicialmente concebida para apoiar disciplinas do curso de Engenharia Industrial, mas que irá ser disponibilizada de forma gratuita à comunidade.


Irlando Ramos aceitou o desafio proposto pelo orientador
(foto: ZIP TV/emissão)

Em algumas aulas práticas da
Escola Superior de Tecnologia (EST) de Castelo Branco, a conversão manual de unidades ou a consulta de muitas tabelas e fórmulas são já parte do passado. Foi para acabar com estas tarefas repetitivas que um docente do departamento de Engenharia Industrial daquela escola desafiou os estudantes a criarem "calculadoras" que permitissem realizar cálculos de forma mais rápida e rigorosa.

"A ideia original foi a de construir algumas calculadoras que auxiliassem os nossos alunos, nomeadamente os meus, na execução de alguns cálculos que são complexos, repetitivos, e que normalmente geram algum atraso nas aulas porque o aluno acaba por perder muito tempo na sua execução", refere à ZIP TV Luís Neto, professor do departamento de Engenharia Industrial da EST.

Um dos estudantes acabou por aceitar o desafio de desenvolver uma ferramenta de apoio ao Grupo Disciplinar de Tecnologias Energéticas. Um trabalho que envolveu a criação de várias ferramentas de consulta de dados e de apoio ao cálculo em áreas como a termodinâmica, a hidráulica, a mecânica dos fluídos ou a climatização e refrigeração. Para isso foi preciso fazer o levantamento das fórmulas a integrar na plataforma e organizar em tabelas as propriedades de materiais como sólidos e fluidos. Tudo para que estes dados pudessem ser utilizados pelos algoritmos das calculadoras.

"O objectivo seria trabalhar num software de acesso livre e gratuito", recorda Irlando Ramos, aluno do curso de Engenharia Industrial e autor da aplicação. "Entretanto, como o Excel é mais potente que os sotfware's livres, optei por desenvolver as aplicações neste programa."

Uma escolha justificada pela incorporação no Excel de funcionalidades como a utilização de macros, ou seja, de uma sequência programada de tarefas. Desta forma, basta um clique numa célula do programa para activar funções que executam diversas operações matemáticas. E os resultados estão à vista. Esta é uma aplicação mais versátil e abrangente que as existentes até agora, e que vem facilitar não só os cálculos, mas também a aprendizagem dos alunos. Resultados imediatos e fiáveis são agora obtidos com o mínimo de intervenção do utilizador. E todas as calculadoras funcionam de forma semelhante para facilitar a sua utilização.

"A semelhança entre calculadoras é uma das vantagens", refere o estudante. "Basta uma pessoa conhecer uma das calculadoras para facilmente conseguir trabalhar nas outras." "Ninguém quer uma calculadora que seja demasiado complicada de aprender ou utilizar", acrescenta Luís Neto. "Em vez de o utilizador ter de introduzir vários dados de uma maneira rígida, a própria calculadora dá algumas ajudas, facilitando a vida ao utilizador."


A aplicação tem um uso intuitivo e um aspecto gráfico apelativo
(foto: ZIP TV/emissão)


Para além das instruções sobre o funcionamento de cada calculadora, a plataforma possui menus simplificados e inclui comentários e alertas de forma a evitar a introdução de dados incorrectos nas células. Uma aplicação gratuita e de acesso livre que irá ser disponibilizada nas páginas das disciplinas, mas que também terá uma versão executável, destinada a toda a comunidade. Uma solução em que não será necessário instalar o software. Outra possibilidade é a criação de versões mais ligeiras para que a aplicação possa ser utilizada em computadores de bolso.

"No futuro há a ideia de a incorporar no servidor da escola, para que em qualquer parte do mundo qualquer pessoa que tenha acesso à Internet possa consultar as calculadoras", explica o docente, orientador do projecto. "Espero que daqui a uns anos todos os meus alunos tenham um PDA e que nas aulas estes cálculos sejam feitos nele."

A primeira versão destas "calculadoras" está completa. Para mais tarde ficam a adição de outras automatizações de gráficos e a construção de novas calculadoras, desta feita integrando tabelas com as propriedades de outros materiais.

Jorge Costa

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(IMAGEM E EDIÇÃO: Jorge Costa)

21 setembro 2006

Avaliação de impactes em discussão na ESA


A gestão do território será o tema principal a analisar
(ZIP TV/arquivo)

Entre 18 e 20 de Outubro, a Associação Portuguesa de Avaliação de Impactes e a Escola Superior Agrária (ESA) do Instituto Politécnico de Castelo Branco promovem nas instalações daquela unidade orgânica a segunda Conferência Nacional de Avaliação de Impactes, desta feita subordinada ao tema “Avaliação de Impactes: que contributos para a gestão do território?”.

De acordo com a organização, pretende-se que a conferência “constitua não apenas um momento de debate técnico, mas também uma reflexão sobre o papel que a avaliação de impactes pode desempenhar na sociedade”, em particular, “na participação dos cidadãos e das comunidades na formulação das decisões relativamente às políticas, aos planos e aos projectos que os afectam”. Uma reflexão importante para “afirmar a Avaliação de Impactes não como um obstáculo ou um formalismo burocrático, mas como um importante instrumento de apoio ao desenvolvimento sustentável”.

O congresso pretende servir de estímulo à produção científica nacional na temática da avaliação de impactes, bem como constituir um fórum de debate e intercâmbio entre os cerca de 150 a 180 profissionais e outros interessados na área esperados, entre dirigentes e técnicos da administração pública, proponentes, planeadores, consultores, docentes e formadores, investigadores, juristas, jornalistas ou membros de organizações não governamentais.

Para além das sessões plenárias e paralelas, a conferência incluirá visitas técnicas ao Parque Natural do Tejo Internacional e às aldeias de Monsanto e Penha Garcia.

17 setembro 2006

IPCB aumenta colocações no concurso nacional de acesso

Na primeira fase nacional de acesso ao ensino superior, o Instituto Politécnico de Castelo Branco preencheu dois terços das vagas, ultrapassando ligeiramente os valores do ano anterior.


A presidência do IPCB faz um balanço positivo dos resultados
(foto: Jorge Costa/ESART)

Na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, o Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) conseguiu preencher dois terços das vagas atribuídas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) às 33 licenciaturas da instituição. “A situação não se afigurou tão negativa como esperávamos”, confessa Ana Maria Vaz, presidente do IPCB. “E nos politécnicos do interior do país, somos os mais bem cotados, porque temos quatro vezes mais candidatos que o número de vagas”.

Contas feitas, no concurso nacional 3682 alunos candidataram-se às 974 vagas disponibilizadas pelo IPCB (1022, somando o concurso local), dos quais 655 conseguiram entrar para a instituição (total de 688), 86 por cento deles na primeira opção. Uma ocupação que representa um ligeiro acréscimo em relação a 2005, ano em que 619 alunos ingressaram na primeira fase. Aos valores totais acrescem ainda os 298 colocados através dos concursos especiais.

Para a segunda fase ficaram 319 vagas, a que acrescem as 15 dos concursos locais, bem como as adicionais dos concursos especiais, dos alunos não matriculados, e as resultantes das transferências e mudanças de curso. “Dados os melhores resultados dos alunos nos exames da segunda fase, confiamos obter ainda melhores prestações”, reitera Ana Maria Vaz, desvalorizando a possibilidade de haver cursos abaixo do patamar mínimo definido pelo MCTES para que haja financiamento público – para já são 13. “A maioria dos cursos que ainda não têm vinte alunos já são preenchidos à partida por qualquer um desses regimes [especiais]”. Razão pela qual o caso só será analisado pela Comissão Permanente do Conselho Geral do IPCB no final da segunda fase de candidaturas. No entanto, a presidente do politécnico lembra que, dadas as limitações orçamentais, “as instituições não podem sobreviver com cursos não financiados.”

A Escola Superior de Saúde (ESALD) foi a unidade orgânica do IPCB com maior número de alunos colocados na primeira fase – 150 estudantes, mais dez do que no ano anterior –, e a única a conseguir preencher totalmente as vagas. Algo que pela primeira vez deixou de acontecer na Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART), onde ficaram por ocupar quatro vagas no curso de Design de Moda e Têxtil. Seguem-se a Escola Superior de Gestão (ESG), com 143 colocados e pouco mais de um quarto das vagas por preencher, a Escola Superior de Educação (ESE) com 116 novos alunos e cerca de um terço das vagas não preenchidas, a ESART com 96 (mais 33 no concurso local), e a Escola Superior Agrária (ESA) e a Escola Superior de Tecnologia (EST), cada uma com 75 estudantes. Na EST e na ESA, escolas onde é mais visível o decréscimo da procura, mais de metade das vagas não registaram colocações.

O curso com maior número de vagas – Enfermagem, na ESALD –, foi o mais procurado, recebendo 405 candidaturas. Do lado oposto, ao novo curso de Ecoturismo, na ESA, concorreram apenas onze alunos, o qual regista também o menor número de colocações: apenas dois ingressos. À semelhança do ano passado, Fisioterapia, na ESALD, foi o curso com nota de entrada mais alta: 160,6 pontos. O curso de Gestão de Recursos Humanos, na ESG, voltou também a registar a nota mais baixa: 105,1 valores. Para além de ter sido a instituição com menos colocados, lado a lado com a EST, a ESA é também aquela com maior número de vagas por preencher.

As sete novas licenciaturas – Gestão Turística (ESG), Enfermagem Veterinária, Ecoturismo, Engenharia Agronómica (ESA), Tecnologia dos Equipamentos da Saúde (EST) e Secretariado e Animação Cultural (ESE) – irão funcionar já de acordo com o Processo de Bolonha. Em fase de adaptação estão Engenharia Civil na EST, Educação de Infância e Ensino Básico – 1ºCiclo na ESE, Protecção Civil e Engenharia Biológica e Alimentar na ESA, e todos os cursos da ESALD e ESART. No entanto, até 15 de Novembro as adequações em falta deverão dar entrada no MCTES, prevendo-se que no próximo ano lectivo todas as licenciaturas do IPCB estejam conformes a Bolonha.

Recorde-se que a nível nacional foram abertas 46.528 vagas. Do total de 40.521 candidatos apresentados à primeira fase, 34.860 conseguiram colocação. Em relação ao ano passado, os politécnicos atraíram mais seis por cento de candidatos, enquanto que as universidades tiveram uma redução de meio por cento.



Politécnico aperta o cinto
Propinas sobem pela primeira vez


Com a diminuição do orçamento destinado ao ensino superior, as universidades e politécnicos vão ter de apertar ainda mais o cinto. É o caso do IPCB, que em 2007 será contemplado com uma verba de 15.201.891 euros, menos 6,5 por cento do que no ano anterior. “O ministério assegura entre 90 a 95 por cento das remunerações e receitas permanentes. A partir daí, as instituições terão de encontrar outras fontes de financiamento”, esclarece Ana Maria Vaz, lembrando que desde o ano passado que o politécnico não contrata pessoal não docente nem renova contratos com docentes nas áreas formativas onde a procura tem vindo a diminuir. “Como o financiamento é feito pelo número de alunos, não podemos estar a contratar novas pessoas. Temos é de procurar outras fontes de financiamento e de apostar noutro público e noutras formas de gerir a instituição”, recorda a presidente do IPCB, lembrando o caminho seguido através dos Cursos de Especialização Tecnológica, formação ministrada “a um público-alvo que no futuro poderá vir a frequentar o ensino superior.” No entanto, a diversidade da oferta formativa em regime pós-laboral dependerá sempre da “procura por parte do mercado.”
Em consequência do aperto financeiro, o IPCB viu-se obrigado a aumentar pela primeira vez as propinas para os 700 euros, uma subida de mais de 43 por cento em relação aos anteriores 487,11 euros, valor mínimo que se manteve até ao ano passado. A medida, no entanto, não abrange os alunos bolseiros, que irão pagar 501,70 euros.

Jorge Costa


IPCB - 1ªfase Concurso Nacional de Acesso 2006/07
  • Curso com mais colocações:
    Enfermagem (ESALD): 50 COLOCAÇÕES
  • Curso com menos colocações:
    Ecoturismo (ESA): 2 COLOCAÇÕES
  • Curso mais procurado:
    Enfermagem (ESALD): 405 CANDIDATOS
  • Curso menos procurado:
    Ecoturismo (ESA): 11 CANDIDATOS
  • Nota de entrada mais baixa:
    Gestão de Recursos Humanos (ESG): 105,1 VALORES
  • Nota de entrada mais alta:
    Fisioterapia (ESALD): 160,6 VALORES


VAGAS E COLOCAÇÕES POR ESCOLAS E CURSOS
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fonte: Direcção Geral do Ensino Superior e IPCB)

15 setembro 2006

Junta distingue melhor aluno do IPCB


O galardão destina-se aos alunos naturais de Castelo Branco
(foto: Jorge Costa/arquivo)

A Junta de Freguesia de Castelo Branco (JFCB) vai atribuir já a partir deste ano lectivo um prémio ao melhor aluno do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB). O galardão, no valor de 500 euros, será atribuído ao aluno, natural da freguesia albicastrense, que no ano lectivo anterior tenha obtido a classificação mais elevada numa das seis escolas do IPCB.

Ana Maria Vaz, Presidente daquela instituição, considera que “este é mais um apoio de reconhecimento ao mérito dos alunos do IPCB”, acrescentando que “a colaboração entre as entidades da região é fundamental para o desenvolvimento científico, tecnológico e social da sociedade nas suas diversas vertentes e campos de acção”.

Para Jorge Neves, presidente da JFCB, a atribuição regular deste prémio tem por objectivo “apostar na qualificação dos nossos recursos humanos tendo em conta que acreditamos que é pelo conhecimento que podemos aspirar a uma cidade com mais progresso, com mais desenvolvimento e com mais qualidade de vida”. O autarca lembra ainda que o galardão serve para “simbolicamente informarmos a nossa comunidade que a freguesia está atenta à (r)evolução tecnológica e que também quer ser parte activa de um tempo novo onde o relacionamento com o cidadão tem formas diferentes de ser exercido”.

O objectivo daquele órgão autárquico em atribuir um prémio monetário ao melhor aluno do IPCB nascido na freguesia de Castelo Branco, prende-se, segundo Jorge Neves, “com uma estratégia predefinida de praticar uma nova geração de políticas autárquicas”.


fonte: Gabinete Comunicação e Relações Públicas IPCB

14 setembro 2006

Cursos de línguas de novo na ESE


Centro de Línguas & Culturas da ESE
(foto: Isadora Oliveira/arquivo)

A partir de 2 de Outubro, o Centro de Línguas e Culturas (CL&C), a funcionar no bloco B da Escola Superior de Educação (ESE) do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), estreia mais uma temporada de cursos regulares de inglês, francês e espanhol.

Uma oferta formativa que se irá prolongar por dois semestres, acompanhando o calendário escolar da ESE. Os cursos semanais de hora e meia, cuja carga horária será repartida entre as 18 e as 20 horas, funcionarão com um mínimo de seis alunos e um máximo de vinte. No final do curso será emitido um certificado de frequência, comprovando o número de horas de formação.

O preço é de 40 euros mensais, mas os alunos do IPCB beneficiam de um desconto, pagando apenas 25 euros, enquanto que os funcionários e docentes da instituição, bem como os seus filhos, terão de desembolsar 30 euros por mês. Um valor que inclui a matrícula, a docência, os materiais a utilizar e, quando requerida, a avaliação. De acordo com o CL&C, os pagamentos trimestrais beneficiam de um desconto adicional de 10 euros.

As matrículas podem ser feitas até 29 de Setembro no ESE, havendo a hipótese de as pré-inscrições serem entregues no CL&C ou na secretaria de cada uma das escolas do IPCB. Em alternativa, o boletim de pré-inscrição pode ser descarregado da página do centro, disponível em
http://clc.ipcb.pt, preenchido e enviado para o e-mail clc@ese.ipcb.pt. Os interessados, que deverão ter mais de 11 anos, deverão apresentar cópia do Bilhete de Identidade, impresso de inscrição e, caso possam beneficiar de uma redução no preço, adicionar ainda uma cópia de documento comprovativo da sua situação de aluno, funcionário ou docente do IPCB.

Paralelamente, no Centro de Recursos Multimédia do CL&C irão decorrer cursos de línguas em posto multimédia, que terão igualmente uma duração semanal de 90 minutos, com possibilidade de o aluno escolher o horário mais adequado à sua disponibilidade. Neste caso, o preço base mensal é de 20 euros, descendo até aos 15 euros tratando-se de alunos, docentes e funcionários do IPCB.

Recorde-se que o CL&C se dedica ao ensino de línguas estrangeiras e do português como segunda língua, prestando serviços de tradução e de assessoria linguística a eventos em inglês, francês, alemão e russo, bem como acções de formação, seminários e oficinas orientados para o desenvolvimento da competência oral ou escrita numa determinada língua estrangeira.Os cursos regulares e intensivos, ministrados nos níveis inicial, elementar, intermédio e avançado, abrangem as línguas inglesa, alemã, portuguesa (como idioma estrangeiro), russa, francesa, espanhola e italiana, sendo leccionados por professores nativos de cada uma daquelas línguas. Já os cursos de língua e cultura inglesa e francesa abrangem os níveis intermédio e avançado.

Jorge Costa

11 setembro 2006

ESART e EST criam software para modernizar bordado de Castelo Branco

Para tornar o bordado da cidade uma actividade competitiva, dois docentes da ESART e da EST estão a desenvolver uma aplicação de desenho e impressão em tecido e um sítio na Internet onde as bordadeiras poderão partilhar entre si os elementos certificados.


José Silva e Fernando Barbosa na apresentação da plataforma
(foto: ZIP TV/emissão)


Desenvolver um software que permitisse digitalizar os desenhos do bordado de Castelo Branco, um processo até agora exclusivamente manual, foi o desafio proposto pelo programa "Ex-Líbris" à Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART) e à Escola Superior de Tecnologia (EST) da cidade. Um trabalho que, durante a primeira fase, agora terminada, contemplou a criação de uma aplicação informática de apoio às bordadeiras onde fosse possível desenhar os motivos presentes nos bordados e imprimi-los em tecido. Uma forma de minimizar o tempo de execução desse trabalho e de possibilitar a pré-visualização do produto final, adaptando-o às preferências do consumidor e tornando competitiva a actividade do bordado de Castelo Branco. O projecto, que arrancou em Janeiro do ano passado, deverá estar pronto em Agosto de 2007 com a conclusão da aplicação, ainda na fase alfa, e o desenho do módulo de formação.

"Começámos por fazer uma avaliação das acções que tinham de ser incorporadas no software", esclarece José Silva, um dos orientadores do projecto. De acordo com aquele docente da ESART, a plataforma gráfica deveria permitir realizar de forma digital tarefas relacionadas com o bordado de Castelo Branco como o desenho, a sua selecção, e a passagem deste para uma superfície como um tecido. Após cada uma das cinco fases de avaliação da interface foi realizado um inquérito no local de trabalho das bordadeiras, partindo-se depois para uma abordagem mais próxima junto de cada uma delas. Tudo para que os responsáveis pela criação do software tivessem uma percepção mais real da opinião destas. Descobriu-se então que as bordadeiras, acostumadas a recorrer unicamente às mãos, tinham alguma dificuldade em lidar com uma aplicação informática. "Elas estão habituadas a desempenhar acções em que existe um grande contacto sensitivo com os materiais. E esta passagem para uma realidade digital causa-lhes grandes dificuldades", acrescenta José Silva. No entanto, também houve sinais positivos. Estas perceberam que a ferramenta informática lhes permitia não só fazer alterações e introduzir novos elementos, como também partilhar elementos entre si e propor a sua certificação. "A grande vantagem que elas identificam no processo seria a utilização de uma biblioteca para uma mais fácil duplicação dos documentos."

Criar uma plataforma acessível a toda a comunidade era precisamente um dos objectivos deste projecto. "A ideia é partilhar os elementos com todas bordadeiras que utilizam a aplicação, permitindo-lhes alterar os que já existem", refere Fernando Sérgio Barbosa, professor da EST que completa a equipa de trabalho. Uma maneira de democratizar o acesso aos elementos que integram o bordado, privilegiando no entanto o uso dos já certificados. "Se para vender um bordado é preciso ter o selo de certificação, elas já sabem que usando certos elementos terão grandes probabilidades de o obter."

De forma a facilitar a utilização desta ferramenta, evitou-se o recurso a demasiadas formas. "Retirámos tudo o que é redundante noutras aplicações genéricas de desenho, e especificámos funções como o preenchimento com o ponto do bordado", adianta Fernando Barbosa. No entanto, quem conheça aplicações similares terá facilidade em adaptar-se. "Não utilizámos nada de diferente. O interface está construído de forma a que o conhecimento seja intuitivo e a aprendizagem rápida." O utilizador dispõe de uma interface gráfica onde pode desenhar formas elementares como linhas rectas, elipses e outros desenhos, definir cores e fazer o preenchimento do bordado. Mas as funcionalidades vão para além do mero desenho e da impressão. "Uma pessoa pode importar novos elementos ou pegar no elemento em que está a trabalhar e inclui-lo na biblioteca", esclarece o professor da EST. No entanto, “o mais normal será pegar nos elementos já existentes e compor o bordado até chegar ao resultado final."

A aplicação, que também teve em conta a adaptabilidade no futuro, vai funcionar em modo offline, possuindo uma parte online para as actualizações automáticas da biblioteca. "Sempre que uma pessoa ligar a aplicação, ela vai contactar com um site pré-definido para verificar se foram inseridos novos elementos", explica Fernando Barbosa. Para além de possibilitar a actualização da base de dados com a descarga de novos elementos do bordado disponibilizados por outros utilizadores e entretanto certificados, esta vai permitir também que as bordadeiras peçam a certificação dos elementos criados por si. O protótipo do software Riscos foi desenvolvido para Windows usando C++ e linguagens de programação orientadas para objectos, bases de dados e computação gráfica. O Pathern Document View foi a plataforma escolhida para a aplicação, usando como extensões uma impressora plotter, um tablet pc e uma página na Internet, a qual deverá ser criada usando a tecnologia Java Server Pages (JSP).



O que é o projecto Ex-Líbris?


Revitalizar esta actividade tradicional é uma das prioridades

(imagem: ZIP TV/emissão)

A criação do software Riscos surge integrada no programa "Ex-Líbris – Requalificar/Adaptar/Certificar o Bordado de Castelo Branco", o qual visa reconverter esta arte artesanal, considerada o ex-líbris da cidade, associando-lhe processos de inovação. O projecto, financiado por fundos comunitários do programa europeu EQUAL, tem como parceiros nacionais a ADRACES – Associação para o Desenvolvimento da Raia Centro-Sul, o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, a Câmara Municipal de Castelo Branco e o Instituto Politécnico de Castelo Branco. Entre os objectivos propostos estão a fomação e requalificação dos activos profissionais, o desenvolvimento de normas para a certificação do bordado, a definição de estratégias que reconvertam a actividade e a criação de uma marca regional associada ao bordado, processo em que também deverá estar envolvida a ESART.

Reforçar a investigação científica sobre a história do bordado de Castelo Branco, fazendo o levantamento dos desenhos, matérias-primas e pontos antigos, é outra das prioridades. Pretende-se igualmente introduzir novas tecnologias no processo de produção, adequando o produto às tendências do mercado. Um pólo dinamizador do artesanato local, cuja imagem pode ajudar a reforçar outros produtos regionais. Até porque o bordado já não se confina à tradicional colcha, havendo cada vez mais propostas inovadoras de aplicação. São disso exemplo não só os motivos integrados nas cerâmicas da Vista Alegre, mas também os utilizados nos vestidos de noiva apresentados pela ADRACES no último desfile de moda da ESART.

Na conferência internacional "Contributos do Património Cultural para o Desenvolvimento dos Territórios", realizada a 15 de Setembro na EST, constatou-se precisamente a necessidade de colocar este património ao serviço do desenvolvimento local, e a falta de um plano de desenvolvimento que enquadre a actividade a médio e longo prazo. Para já, com a promulgação da lei 16/2006, resultante da proposta apresentada na Assembleia da República pela deputada albicastrense Hortense Martins, prevê-se a criação na cidade de um Centro para a Promoção e Valorização dos Bordados de Castelo Branco, entidade que deverá demarcar a área geográfica e certificar a autenticidade do produto, impedindo a sua adulteração e implementando acções de controle de qualidade. Entretanto, ainda não foram encontrados os parceiros necessários à criação da empresa municipal que se irá dedicar à produção, promoção e comercialização do bordado. Sinal interpretado pela própria ADRACES como falta de sensibilização e mobilização das entidades regionais para o projecto.

Jorge Costa



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(IMAGEM E EDIÇÃO: Jorge Costa)

08 setembro 2006

Director da ESART reconduzido no cargo

Reconduzido no cargo nas primeiras eleições da escola, o director da Escola Superior de Artes Aplicadas definiu na tomada de posse os objectivos para o próximo mandato de três anos. As novas instalações no Campus da Talagueira continuam a ser a grande prioridade.


Fernando Raposo, na tomada de posse
(foto: João Paulo Martins/ESART)

O director da Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART) foi reconduzido no cargo nas primeiras eleições da mais jovem unidade orgânica do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB). Uma instituição de ensino criada em 1999, época em que Marçal Grilo era Ministro da Educação. Fernando Raposo foi então convidado por Valter Lemos, ex-presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) e actual Secretário de Estado da Educação, para dirigir a escola durante o regime de instalação. Algo que, no entender de Ana Maria Vaz, este “conseguiu com sucesso, projectando a ESART a nível nacional e internacional”. Dada a recente aprovação dos estatutos da ESART, só agora foi possível realizar o primeiro sufrágio eleitoral da instituição, ao qual apenas se apresentou o candidato vencedor, que obteve a quase totalidade dos votos.

“Apesar do percurso ainda curto, a ESART é já uma instituição reconhecida no âmbito do ensino artístico em Portugal”, referiu Fernando Raposo na cerimónia de tomada de posse, realizada a 6 de Setembro no auditório daquela escola, fazendo um balanço dos sete anos de uma instituição que actualmente tem seis licenciaturas, frequentadas por cerca de seis centenas de estudantes. “Há uns anos ninguém acreditava na viabilidade de uma escola de ensino artístico no interior do país, mas ela hoje é um paradigma para o ensino artístico português”. Uma unidade orgânica que, de acordo com o seu director, vingou graças à aposta na criação e consolidação da oferta formativa, na qualificação do corpo docente – algo importante numa escola onde grande parte dos docentes têm menos de 30 anos –, na aquisição e valorização de recursos e na prestação de serviços à comunidade. Eixos fundamentais “para a afirmação da escola no contexto da região”, instituição que “tem sido o reflexo do entusiasmo que todos criaram à volta dela”.

Entretanto, a ESART continua repartida por dois espaços provisórios: um no Cine-Teatro Avenida e o outro na Escola Superior Agrária, o que a tem obrigado a um grande esforço financeiro para assegurar a realização de obras de adaptação e conservação. Agradecendo o apoio prestado por ambas as entidades à ESART, a presidente do IPCB lembrou que “as exigências feitas hoje ao ensino superior passam por instalações e equipamentos que de momento é impossível concretizar nesta escola”. Aproveitando a presença de Joaquim Morão, presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, para solicitar a sensibilização do Governo para esta matéria, o director reempossado confessa mesmo que “o único objectivo que não conseguimos concretizar foi a construção do Campus da Talagueira, que não depende só de nós” e que “ajudaria a concentrar esforços e a racionalizar cursos”. Mostrando-se preocupado com a questão, o autarca garantiu a sua disponibilidade “pessoal e política” para ajudar a resolver uma situação que se tem prolongado devido às dúvidas da tutela na aprovação do bloco central da Escola Superior de Saúde, que também irá servir de apoio à ESART, e aos atrasos na atribuição do respectivo financiamento no âmbito do PIDDAC. “Não podemos manter indefinidamente estas situações. A obra está a andar e tem de ser concluída”, concluiu o edil.

Como prioridades para o corrente ano lectivo, Fernando Raposo, que decidiu manter a actual equipa de trabalho, destaca a adequação das licenciaturas da ESART ao Processo de Bolonha, a criação de mestrados profissionalizantes em todas as áreas de formação, e as propostas de criação da variante de Canto no curso de Música e da criação de mestrados na área do ensino artístico, nomeadamente em Artes Visuais e Design e no Ensino da Música, juntamente com a Escola Superior de Educação. Alargar e consolidar as parcerias internacionais, privilegiar a publicação de obras musicais, bem como construir uma sala de formação, um estúdio de gravação no Cine-Teatro Avenida e outras salas de apoio aos alunos e docentes são outros projectos em cima da mesa. Até ao final de 2009, data em que todos os docentes a tempo integral na ESART deverão ter já concluído os mestrados e grande parte o doutoramento, Fernando Raposo pretende avançar com outras opções formativas no domínio do Instrumento.

Jorge Costa

06 setembro 2006

ESE promove Encontro das Artes na Educação

O Departamento de Educação Física e Artística da Escola Superior de Educação (ESE) do Instituto Politécnico de Castelo Branco, em colaboração com a Unidade Científico-Pedagógica de Música e Artes do Espectáculo da Escola Superior de Artes Aplicadas, promove entre 25 e 27 de Outubro mais um Encontro das Áreas Artísticas na Educação.

O evento bienal, que vai já na sua terceira edição, é este ano subordinado à temática “Património Cultural e Globalização – O papel da Educação e das Artes”. De acordo com um comunicado da organização, este “tem-se imposto junto da comunidade científica e educacional como um encontro de referência a nível nacional”, razão pela qual irá incluir de novo “um grande número de intervenções de investigadores, professores, directores de museu e responsáveis artísticos”, esperando-se ainda a presença, na conferência de abertura, de Mário Vieira de Almeida, Secretário de Estado da Cultura.

O encontro, destinado a educadores, professores de todos os níveis de ensino, animadores, directores de organismos culturais, investigadores, estudantes e a todos aqueles que se interessem por esta problemática, visa analisar as implicações culturais da globalização e o papel a desempenhar pelas actividades artísticas e educativas na conservação, divulgação e inovação do património cultural, bem como na sua capacidade de enfrentar os desafios das sociedades multiculturais actuais.

As inscrições podem ser efectuadas na secretaria da ESE ou por carta dirigida à comissão organizadora do encontro e enviada para aquela escola.

Gonçalo Pescada vence Prémio de Interpretação do Estoril


O antigo aluno da ESART destacou-se em Julho no Estoril
(foto:
www.gpescada.com)

Gonçalo Pescada, primeiro licenciado em Acordeão pela Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART) de Castelo Branco, venceu a oitava edição do Concurso de Interpretação do Estoril, cuja final teve lugar a 30 de Julho no Centro Cultural de Cascais.

O júri, presidido por Maria Teresa de Macedo e constituído pelos maestros Jean-Marc Burfin (Orquestra Metropolitana de Lisboa), António Vassalo Lourenço (Filarmonia das Beiras) e Nikolav Lalov (Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras), e pelos professores Emanuel Frazão (Juventude Musical Portuguesa) e Mário Marques (organização das Semanas do Estoril), decidiu atribuir a este jovem o prémio de cinco mil euros, patrocinado pela primeira vez pelo El Corte Inglés. De acordo com a organização, o vencedor tem ainda direito a seis concertos com orquestra, dois recitais e a uma gravação nos estúdios da Antena 2, a efectuar no próximo ano. No segundo lugar, ex-aequo, ficaram os violoncelistas Raquel Jacinto Reis e Marco André Pereira, cabendo a terceira posição à soprano Maria Luísa Barriga.

Gonçalo Pescada, que obtivera já o primeiro prémio no Concurso Nacional de Acordeão (Alcobaça, 1995), o terceiro lugar no Concurso Revelação Jovens Músicos (Porto, 2004) e o primeiro prémio no Concurso Internacional Cittá di Montese (Itália, 2004), junta-se agora às sopranos Ana Ferraz e Elsa Cortez, à pianista Bárbara Dória, aos barítonos Luís Rodrigues e Armando Possante, ao oboísta Luís Marques, ao clarinetista Luís Carvalho e à violoncelista Teresa Valente, vencedores das edições anteriores deste galardão.

Natural de Faro, Gonçalo Pescada iniciou os estudos musicais aos sete anos, prosseguindo-os mais tarde no Curso Oficial de Acordeão, no Instituto Musical Vitorino Matono, em Lisboa, com José António Sousa, e na ESART, com Paulo Jorge Ferreira, onde em 2004 concluiu a Licenciatura em Música, recebendo uma distinção de mérito como melhor aluno. Frequentou ainda uma pós-graduação no Centre National et International de Musique et d’Accordeón, em França, sob a orientação pedagógica de Jacques Mornet, e participou em cursos de aperfeiçoamento instrumental dirigidos por professores de renome internacional como Peter Soave, Viacheslav Semyonov, Friedrich Lips e Vladimir Zubitsky. Depois de ter leccionado no Conservatório Regional do Algarve, Gonçalo Pescada é hoje professor no Conservatório Regional de Albufeira.

Paralelamente, o acordeonista algarvio tem vindo a realizar em Portugal e no estrangeiro recitais a solo e concertos com diversas formações de música de câmara. Actualmente participa no projecto “Albufeira e Faro – Capitais do Acordeão” e integra o Quarteto Almalusa, composto por José Alegre, Igor Martins e Jorge Semião, e que procura reinventar o fado e outros géneros juntando-lhe instrumentos como o acordeão e propondo arranjos musicais próprios. Recentemente, Gonçalo Pescada regressou a Castelo Branco para participar no concerto inaugural da Copa Mundial de Acordeão 2005, onde tocou com Natalia Riabova.

Em 2002 gravou o seu primeiro álbum a solo, “Intuição”, trabalho que abrange um repertório vasto, de Bach a Astor Piazolla, e cujos estilos abrangem a música clássica, o jazz e a world music. Álbum onde, de acordo com a crítica, Gonçalo Pescada demonstra com prodígio a sua versatilidade técnica e revela ser um dos melhores acordeonistas portugueses. O músico participou ainda no trabalho discográfico “Outras Músicas – Vá de Viró”, uma colectânea de temas da música tradicional, e em “O Sul”, álbum lançado pelo projecto Camaleão Azul.

Criado em 1990 pela Associação Internacional de Música da Costa do Estoril, o Concurso de Interpretação do Estoril abrange repertório para solista e orquestra, destinando-se a jovens intérpretes ou cantores portugueses e estrangeiros residentes em Portugal. O evento está inserido há cinco anos nas Semanas de Música do Estoril, fazendo a prova final parte da programação do Festival de Música do Estoril desde 2003.

Jorge Costa

20 junho 2006

Docente da ESART conclui doutoramento em Espanha


A tese do professor aborda o uso da música na educação

José Filomeno Raimundo, coordenador da Unidade de Música e Artes do Espectáculo da Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART), apresentou no passado dia 12 de Junho na sala de actos do departamento de Ciências da Educação da Universidade da Extremadura (UE), em Espanha, a sua tese de doutoramento, a qual teve por tema a “Problemática do ensino da música em Portugal – Análise histórico-musical de seis obras de autores ibéricos e aplicação ao ensino actual”.

Um trabalho em que o professor adjunto da ESART recorreu a arquivos e fundos como bibliografia musicológica, programas de educação, legislação nacional, tratados de história, questionários ou artigos publicados na imprensa. “Há dez anos que faço esse grande investimento na área da musicologia, em particular na música ibérica dos séculos XVI e XVII”, recorda à ZIP TV o docente, lembrando tratar-se de uma temática em que pouco trabalho foi feito até agora em Portugal. “A música contemporânea tem sido muitas vezes esquecida nos programas, que repetem sempre os mesmos compositores e obras”, acusa o autor. “Com Bolonha, as universidades e politécnicos terão de desenhar os currículos de maneira mais objectiva e virada para a realidade.”

Nesta investigação didáctica, para além de dissertar acerca da estrutura das obras polifónicas daquela época, José Raimundo reflecte sobre a metodologia utilizada na educação musical em Portugal e demonstra a necessidade de nela integrar a musicologia, propondo a utilização de um património mais vasto que combine música erudita e música popular. Um trabalho iniciado em 1996, mas que apenas foi retomado pelo professor em 2002, depois de um período de interrupção em que este concluiu o mestrado em Portugal.

O júri que apreciou a tese, dirigida por Rosario Guerra Iglesias, professora de Musicologia, e Emilia Domínguez Rodríguez, catedrática de Ciências da Educação, ambas docentes daquela universidade, louvou o uso de “velhos vocábulos eruditos” e a “fluidez estilística da escrita” do docente português, elogiando a forma como este soube transladar as correntes dos autores dos séculos XVI e XVII para o ensino da música nos diversos graus educativos.

Visivelmente satisfeito com os resultados alcançados, o tribunal que presidiu ao doutoramento incentivou José Raimundo a publicar o seu trabalho, dividindo-o em duas partes, bem como a continuar a investigação. Tudo para que esta obra sobre “o passado e o presente do ensino da música em Portugal”, que no entender do comité de professores da UE “poderá ser útil a qualquer reforma que se faça no país”, possa também servir de apoio a futuras investigações que venham a ser feitas em Espanha na área da educação musical. “Levamos um atraso considerável, o que sempre aconteceu nesta ponta da península e que nem hoje, com as novas tecnologias, se consegue combater”, ironiza o professor de música, que foi também incentivado a disponibilizar o seu trabalho na Internet.


Jorge Costa

19 junho 2006

Aluno da ESART vence Nazaré Moda 2006


Na Nazaré, o estudante apresentou dois coordenados
(foto: João Paulo Martins/ESART)

Nelson Santos, aluno do curso de Design de Moda e Têxtil da Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco (ESART) foi um dos dois vencedores da segunda edição do prémio “Nazaré Moda”. O jovem arrebatou o primeiro lugar na categoria de “Aluno Finalista”, distinguida com um prémio de 2500 euros.

O concurso, aberto a profissionais da área do estilismo e a finalistas do ensino superior e técnico-profissional das escolas e institutos dedicados ao vestuário, moda e design, contou com os trabalhos de 35 finalistas de escolas de todo o país e de nove estilistas profissionais, tendo os seus coordenados sido apresentados a 10 de Junho num desfile de moda promovido pelo comércio tradicional da Nazaré.

Nelson Santos apresentou dois trabalhos inspirados no tema “Inverno Nuclear”. Neles, o tecido de cor preta alia-se a materiais de cores coloridas como o plástico. São formas criadas pelas costuras em curva, dando azo a roupas largas que terminam com balões, golas e capuzes exagerados mas confortáveis.

Entretanto, o “Nazaré Moda 2006” prossegue até dia 25, desta feita no Centro Cultural da Nazaré, com a exposição dos trabalhos seleccionados, iniciativa realizada em simultâneo com a II Feira Temática de Design de Moda, em que participaram escolas superiores e técnico-profissionais do sector como a ESART, a Universidade da Beira Interior, a Magestil, a Academia Bracarense, a Escola Tecnológica de Pombal e o CIVEC – Centro de Formação Profissional da Indústria de Vestuário e Confecção.

Para além dos coordenados de Nelson Santos, na mostra foram ainda integrados os trabalhos de outros alunos da ESART que participaram no “Nazaré Moda 2006”. É o caso de Cláudia Rodrigues e Carina Nunes, ambas distinguidas com um menção honrosa, e das alunas Cátia Luís e Sílvia Abadesso.

O Nazaré Moda, que se estreou em Novembro passado, foi organizado pela autarquia e junta de freguesia da Nazaré e pelo Museu Etnográfico e Arqueológico Dr. Joaquim Manso. O certame pretende divulgar talentos existentes, promover o interesse pela criação, produção e comercialização de design de moda, bem como servir de montra ao trabalho desenvolvido pelos institutos superiores, escolas técnico-profissionais e centros de formação na área do design de moda e do vestuário.


Jorge Costa

16 junho 2006

Finalistas da ESE embarcam na aventura da água

Os futuros professores do ensino básico formados pela ESE estão a promover ateliês pedagógicos em vários espaços de Castelo Branco. São cinco aventuras interligadas onde as crianças do concelho podem descobrir muitas coisas sobre a água.


Os ateliês são organizados pelos alunos
(foto: Jorge Costa/ESART)


No âmbito da segunda parte do estágio curricular, entre 16 de Maio e 22 de Junho os alunos do quarto ano do curso de Professores do 1ºCiclo do Ensino Básico da Escola Superior de Educação (ESE) de Castelo Branco promovem cinco ateliês de animação pedagógica, que a propósito do Ano Internacional da Água procuram demonstrar como esta fonte de vida é um tesouro a preservar. São cinco aventuras interligadas em que as crianças do ensino pré-escolar e do primeiro ciclo do concelho de Castelo Branco podem descobrir muitos factos sobre o líquido que cobre mais de dois terços da superfície da Terra. “Os ateliês são desenvolvidos em espaços comunitários para que os alunos trabalhem conteúdos de aprendizagem sem ser dentro de uma escola”, adianta Joaquim Picado, orientador da disciplina, queixando-se da falta de espaços pedagógicos. “Isto tem de ser visto como pedagogia educativa, senão é confundido com activismo”, acrescenta o docente, em cujo entender a abordagem lúdica é a mais adequada ao mundo de fantasia das crianças, constituindo uma “inovação de práticas” e uma “mudança de mentalidades” numa escola de professores. “Até os adultos gostam”, graceja o professor.

Cada ateliê é organizado por meia dezena de alunos, esperando-se que o visitem aproximadamente meio milhar de crianças. Um estágio conjunto que envolve dois meses de preparação e que agora abrange um público infantil mais alargado. “Estamos habituados a fazer estágios só para o primeiro ciclo, mas aqui contactamos também com o pré-escolar”, refere Sónia Gomes, que encarna a personagem de Dª Jeca Janeca. Para ajudarem então as crianças a reflectirem sobre os seus comportamentos ambientais, os estagiários criam histórias e cenários interactivos. E para que não esqueçam a lição, no final os mais pequenos levam consigo uma recordação, sendo entregue ao professor um CD com material a utilizar nas aulas. “Estes alunos estão preparados para desenvolver este tipo de ateliês”, refere Joaquim Picado, que incentiva as escolas a serem mais enérgicas e rigorosas nesta matéria. “Falta criatividade e pessoas que aceitem as ideias.”

A aventura pedagógica arranca na ESE com o “Besnico e o Mistério da Fonte”. Passada a clareira do bosque, já na casa do mocho Anacleto, este e o ratinho contam às crianças a história dos chafarizes da cidade. Resolvido o enigma do cubo mágico, a água brota então da fonte. Mais adiante, no Centro Social Padres Redentoristas, a gota Cristalina espera-nos no ateliê “Cântaro das Gotinhas", onde irá mostrar os usos dados à água, bem como oferecer chá e bolachas aos visitantes. Seguindo as marcas no chão, entramos agora na Casa do Piripó, nos Bombeiros Voluntários. Com a sua família, o peixe ensina as crianças a fazerem um bolo de água, a lavarem a loiça e a pescarem lixo num lago poluído. No ateliê “A Estrelícia Detective”, no Instituto Português da Juventude, aborda-se o problema da poluição marinha, dos esgotos domésticos ou do lixo no chão, havendo ainda tempo para plantar cebolas e alfaces e semear milho. A jornada termina no parque da cidade, na antiga casa do guarda, que agora acolhe o castor Tibério. Um espaço caiado pelos próprios alunos, onde os mais pequenos podem pintar e fazer um sumo com pó de cascas de laranja.


Jorge Costa

10 junho 2006

ESALD celebra 58ºaniversário

Para além de exigir mais uma vez a conclusão das novas instalações do Campus da Talagueira, no 58ºaniversário da ESALD o director daquela escola mostrou-se preocupado com a empregabilidade dos alunos.


Sessão evocativa do aniversário da ESALD
(foto: Jorge Costa/ESART)

A Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias (ESALD) assinalou em Junho o seu 58ºaniversário. Oportunidade para a direcção da escola apelar mais uma vez à rápida conclusão das novas instalações no Campus da Talagueira, em Castelo Branco, fundamentais para assegurar o crescimento da ESALD. Ao discurso acrescentou-se a preocupação com a proliferação em Portugal de cursos ligados à saúde, a qualidade do ensino, a dificuldade em disponibilizar estágios e a empregabilidade dos alunos.

Temas lançados a propósito de um estudo da Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Instituto Politécnico de Coimbra, segundo o qual em menos de uma década as escolas de saúde triplicaram – em 2005 eram 29, num total de 55 estruturas na área da Enfermagem –, fazendo disparar as vagas para a ordem dos milhares. De acordo com aquele trabalho, encomendado pelo Sindicato das Ciências e Tecnologias da Saúde, as necessidades do sector seriam colmatadas com apenas 825 novos profissionais, ao contrário dos quatro mil que todos os anos saem das escolas. A acentuar-se o desequilíbrio entre a oferta formativa e as necessidades do mercado, em 2010 mais de metade dos formados não terão trabalho.

Uma realidade confirmada por Carlos Maia, que diz haver já desemprego nas tecnologias da saúde. De acordo com o director da ESALD, a taxa de empregabilidade dos diplomados daquela escola ainda é elevada, fruto da boa imagem desta junto das entidades empregadoras. No entanto, “não faz sentido formarmos para o desemprego”, desabafa, apontando o exemplo dos seis estudantes de Análises Clínicas e Saúde Pública que terminaram o curso no ano passado e que ainda estão desempregados. Para os enfermeiros, fisioterapeutas e restantes recém-formados, a situação tão pouco é optimista. “Dos 110 que saíram este ano, só uma aluna de fisioterapia é que tinha emprego garantido. Isto é impensável”, confessa. “Dantes a dificuldade era que hospital ou centro de saúde escolher. Agora é ao contrário.”

Outra prioridade para a ESALD é a conclusão atempada do bloco pedagógico da saúde. Parte de uma infra-estrutura prometida há nove anos por Maria de Belém, então Ministra da Saúde, e que não poderá funcionar sem o bloco central, parte mais atrasada do processo. “Nós crescemos, mas só em número de alunos, porque as estruturas de apoio não acompanharam esse crescimento”, refere Carlos Maia, queixando-se da falta de dignidade do Pólo II, já sem condições para nele trabalharem alunos e funcionários. Razão que, aliada à dificuldade em consolidar o corpo docente em algumas áreas, poderá obrigar a medidas extremas. “Se for necessário encerrar algum curso para manter a qualidade dos outros, não tenho qualquer dúvida em fazê-lo”, admite o director da ESALD, lembrando que, ao contrário do resto do país, naquela escola as vagas não deverão aumentar, dada também a maior dificuldade em encontrar estágios para os alunos.

Recorde-se que após ter analisado a oferta formativa das escolas públicas, em 2001 a ESALD decidiu avançar com os cursos de Análises Clínicas e Saúde Pública e de Fisioterapia, e em 2004 com os de Cardiopneumologia e Radiologia, até então apenas leccionados no litoral. “Fomos a única escola do interior a propor estas formações”, lembra Carlos Maia, criticando a multiplicação desordenada de cursos que se seguiu. “As escolas públicas e privadas cresceram como cogumelos.” Uma abertura de vagas que, no entender daquele docente, se fez sem rigor, já que estas têm vindo a crescer a um ritmo anual de 40 por cento. “Só a tutela pode estabelecer regras, porque as instituições não são capazes de se entender”, adianta o director da ESALD, exigindo medidas drásticas. “As que têm qualidade têm de subsistir, e as que não têm têm de encerrar”.

Entretanto, a escola acaba de terminar uma pós-licenciatura de Especialização em Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia e uma pós-graduação em Cuidados Paliativos, tendo prevista para Novembro a apresentação das adequações de todos os seus cursos ao Processo de Bolonha. Algo dificultado, visto que há uma década que a ESALD mantém o mesmo quadro – 57 docentes a tempo parcial e vinte doutorados em regime de colaboração. No entanto, oito professores estão já em formação, acumulando mestrados e doutoramentos com a docência, a publicação de livros e a realização de trabalhos de investigação, alguns deles premiados no estrangeiro. “Dadas as condições que temos, dificilmente se poderá fazer melhor”, conclui com optimismo Carlos Maia, no entanto algo céptico em relação ao futuro. “Estamos a passar por um dos mais difíceis momentos da vida da escola. Acho que merecemos a atenção dos nossos responsáveis”.

Jorge Costa

09 junho 2006

Poliempreende/BIInova premeia alunos da EST

Duas equipas da EST conquistaram os primeiros lugares do concurso Poliempreende/BIInova, o qual pretende fomentar a criação de empresas inovadoras. No próximo ano, a iniciativa irá alargar-se a todo o interior do país.


A equipa da EST, vencedora do primeiro prémio
(foto: Jorge Costa/ESART)

O Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional (CEDER) do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) acaba de premiar as equipas vencedoras da terceira edição do concurso Poliempreende/BIInova. A iniciativa, que no próximo ano será alargada aos politécnicos de Bragança, Portalegre e Beja, visa promover e premiar o empreenderismo na Beira Interior, tendo abrangido pela primeira vez o Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e a associação BIInova, projecto de promoção do empreendedorismo na região, apoiado pela União Europeia. O concurso envolve ainda as autarquias de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova, Manteigas e Guarda, os núcleos empresariais dos distritos e algumas empresas da região, contando também com outras parcerias nacionais e internacionais.

O projecto vencedor foi desenvolvido por uma equipa de alunos e docentes da Escola Superior de Tecnologia (EST) de Castelo Branco, constituída por Marcelo Calvete, Ana Ramos, João Ferreira, Vitor Camina, David Martins, Cláudio Santos e João Pires. Desenvolvido no âmbito dos estágios curriculares do curso de engenharia industrial daquela escola, o Eco Albi pretende conceber equipamentos hoteleiros fabricados com materiais reciclados e reutilizáveis, tirando partido das valências tecnológicas existentes em Castelo Branco, o cluster nacional do frio.

A equipa de engenheiros industriais civis e mecânicos, que integra também um designer industrial, um arquitecto e outros quadros que vão do marketing à gestão, repensou o espaço comercial e apostou num diferente design industrial que potenciasse o uso daquele tipo de materiais. “As nossas soluções são viáveis para qualquer industrial do sector que queira conquistar o topo do mercado”, refere um dos elementos, satisfeito com o reconhecimento do IPCB. “O aval que já temos do politécnico dá-nos agora mais confiança para abordarmos um parceiro comercial”.

Em segundo lugar ficou o projecto Idis, também da EST. Nuno Castela, Filipe Fidalgo, Sérgio Silva, Paulo Dias, Gonçalo Cardoso e Luís Patrício pretendem criar e implementar soluções para sistemas de informação nas organizações. Já o terceiro prémio foi para a Escola Superior de Telecomunicações e Turismo de Seia, integrada no IPG. Cátia Rodrigues, Marta Domingos e Liliana Duarte apresentaram o projecto “Desenvolver a inovação potenciando alternativas”, que pretende modernizar a oferta turística, concebendo pacotes turísticos para determinados segmentos de mercado.

O Poliempreende distinguiu ainda outras cinco equipas, com projectos na área da saúde, informática, comércio e serviços. Os três prémios principais foram atribuídos pelas empresas patrocinadoras e totalizam dez mil euros, sendo os complementares suportados pelas autarquias e núcleos empresariais.


Jorge Costa

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"Concurso premeia empreendedorismo" - Dez 2005

CEDER promove cursos de verão


Os cursos abragem diversas áreas e estão abertos à comunidade
(foto: João Paulo Martins/ESART)

O Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional (CEDER) do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) promove em Junho, Julho e Setembro a quarta edição dos Cursos de Verão. A iniciativa, orientada para a comunidade local e que se insere numa lógica de aquisição de competências ao longo da vida, integra um total de 24 acções que abrangem várias áreas do conhecimento, entre elas a agricultura, o ambiente, o multimédia, as ciências sociais e humanas, a engenharia, a estatística, a gestão, o marketing, a informática, o lazer, as línguas e a saúde, constituindo um instrumento de aprendizagem não só para quem está no mundo académico, mas também para quem quer aperfeiçoar as suas competências.

Os cursos, que têm uma duração de 10 a 30 horas e funcionam em horário laboral e pós-laboral, integram sessões de formação e visitas educacionais. Estes só se realizam caso seja atingido o número mínimo de pré-inscrições, as quais podem ser feitas por correio, fax ou e-mail até dez dias antes do início do curso. O programa de todos eles pode ser consultado na Internet na página do CEDER, sítio onde também é disponibilizada a ficha de pré-inscrição. Os estudantes do IPCB interessados em participar nos Cursos de Verão beneficiam de um desconto de 25 por cento na inscrição.

Jorge Costa

Alunos recebem bolsas de mérito



Dois dos alunos premiados pelo IPCB com bolsas de mérito
(fotos: Jorge Costa/ESART)

À semelhança de anos anteriores, o Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) premiou os melhores alunos da instituição atribuindo-lhes bolsas de mérito. Cada um dos estudantes distinguidos pelas classificações obtidas no ano lectivo 2004/5, que variaram entre os 18,5 e os 16,6 valores, recebeu um prémio no valor de 1873,50 €.

Eis a lista dos jovens premiados:

- Carla Silva (4ºano Recursos Humanos – ESG, 18,5 valores)
- Sílvia Martins (4ºano Análises Clínicas e Saúde Pública - ESALD, 17,8 valores)
- Yara Freitas (2ºano Música, variante instrumento – ESART, 17,8 valores)
- Hugo Frutuoso (3ºano Marketing – ESG, 17,8 valores)
- Liliana Silva (4ºano Análises Clínicas e Saúde Pública – ESALD, 17,5 valores)
- Rui Rochete (2ºano Engenharia Biológica e Alimentar – ESA, 17,4 valores)
- Hugo Pinto (4ºano Professores 1ºCiclo Ensino Básico – ESE, 17,3 valores)
- Marco Pereira (3ºano Música, variante Formação Musical – ESART, 17,2 valores)
- Liliana Ramos (4ºano Professores 1ºCiclo Ensino Básico – ESE, 16,8 valores)
- João Barata (4ºano Engenharia Electrotécnica e das Telecomunicações – EST, 16,6 valores)

Jorge Costa

30 maio 2006

Destaques 11ªemissão ZIP TV - Especial Fórum ESART 2006


O Fórum ESART mobiliza a maioria dos estudantes desta escola
(foto: João Paulo Martins/ESART)


A 11ª emissão da ZIP TV – Zona Interactiva do Politécnico, o canal interno de televisão do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), em que estreamos uma nova imagem, é inteiramente dedicada ao Fórum ESART, iniciativa que mobiliza professores e estudantes de praticamente todas as licenciaturas da Escola Superior de Artes Aplicadas e em que se juntam pela primeira vez o Fórum da Imagem e o Simpósio da Moda.

A emissão arranca com reportagens sobre as palestras, workshops e exposições do Fórum ESART. Para ver, ainda a entrevista exclusiva a Emídio Rangel, onde o fundador da TSF e da SIC fala sobre o futuro do audiovisual em Portugal. Mais adiante espreitamos as reacções do público que participou no evento, e a fechar apresentamos os melhores momentos do já tradicional desfile da moda.

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(EDIÇÃO: Miguel Ferreira, Jorge Costa)


Palestras e workshops
As palestras, os workshops e as aulas temáticas são um dos pontos fortes do Fórum ESART. Uma oportunidade para os alunos desta escola contactarem de perto com profissionais ligados ao mundo do têxtil, do design gráfico e do multimédia.


O comunicólogo Joan Costa foi um dos palestrantes

(foto: João Paulo Martins/ESART)

Os workshops, as aulas temáticas e as palestras são alguns dos pontos fortes do Fórum ESART. Uma oportunidade para os alunos desta escola contactarem de perto com profissionais do mundo do têxtil, do design gráfico e do multimédia. Os workshops, que decorreram na ESART, abordaram áreas que vão da pintura aos tecidos, permitindo aos estudantes actualizarem também conhecimentos relacionados com a tipografia, a serigrafia, a expressão plástica ou mesmo a utilização de equipamento de vídeo. Uma partilha de experiências adquiridas que se estendeu ainda às aulas temáticas, onde foram abordados temas como o ciclo da lã ou o mundo dos têxteis.

As palestras dirigidas a todo o público foram outro ponto alto do evento, juntando em Castelo Branco alguns dos nomes de peso na área do design. Em cima da mesa estiveram assuntos como a teoria da cor ou a identidade corporativa, formas diferentes de discutir o que se tem feito na área do desenho gráfico em Portugal e no mundo.

Mas afinal o que é o design? “Qualquer sistema, qualquer forma de o organizar é design. Um horário é design, uma lista telefónica é design, até escrever em livro é design", esclarece à ZIP TV Karl Schawelka, director da Faculdade de Arte e Design Bauhaus, pertencente à Universidade Weimar, na Alemanha. "Num certo sentido, tudo é design.”


Para Karl Schawelka, da Bauhaus, tudo é design
(foto: João Paulo Martins/ESART)

Uma disciplina presente em tudo quanto seja a criação de bons produtos, mas em permanente mudança. E se as novas tecnologias vieram facilitar o trabalho aos designers gráficos, estes passaram a ter de dominar novas linguagens e formas de trabalho. É o que acontece no grafismo televisivo, universo visual em que se baseia a identidade dos canais. Para além das três dimensões espaciais acrescenta-se-lhe uma quarta, perceptível no movimento e no som.

“Quando aparece uma nova dimensão, que é o tempo, isso modifica os parâmetros e o paradigma de trabalho do designer gráfico tradicional, que pensa sempre numa superfície plana e em formas estáticas e mudas. E aí tem de pensar na coordenação de movimento e som", adianta o comunicólogo Joan Costa, docente da Universidade de Barcelona.
"Tal com hoje ainda há pessoas que, com tanta tecnologia, continuam fiéis à tipografia e são especialistas no desenho tipográfico – é uma opção pessoal de cada desenhador –, outros podem interessar-se pela complexidade de um canal de televisão e trabalhar com os músicos e produtores.”


Maior complexidade, mas também maiores custos. E se os programas passam, a identidade fica. O exemplo vem do Canal +, a primeira televisão espanhola a ter recebido o Prémio Nacional de Desenho, graças a uma marca gráfica que mistura vários de estilos de arte. E se a cor é fundamental na comunicação e na cultura visual, a forma é a base do trabalho do designer gráfico, cujo excesso de confiança na tecnologia tem vindo a colocar o design em crise. Um instrumento que nasceu com a publicidade, mas que cada vez mais está associado ao consumo.


Henrique Cayatte alertou para a importância do design
(foto: João Paulo Martins/ESART)

“Os diversos poderes, e não apenas o central, têm que ter a noção que hoje o design é de facto estratégico na afirmação de uma sociedade contemporânea, e que não há inovação sem design", avisa Henrique Cayate, presidente do Centro Português de Design e uma presença já habitual nestas iniciativas da ESART. "O design português e os jovens designers portugueses são do melhor que há no mundo. Várias exposições e presenças internacionais têm mostrado isso. O que falta é que os produtos portugueses desenhados por esses designers possam ter círculos de produção e divulgação que sejam consistentes, porque senão existem boas ideias que conseguimos materializar, mas muitas vezes esses produtos são objecto de séries pequenas ou morrem à nascença.”

A aposta no design como factor de modernização para as empresas portuguesas. Outro dos problemas de uma profissão que ainda não é reconhecida oficialmente no país. Mas nem tudo são más notícias. Por cá, os alunos da ESART fazem já parte do programa Design Mais. Entretanto, outra oportunidade surgiu nesta área: a de a ESART e a Bauhaus, pioneira no ensino do design, estabelecerem uma parceria de promoção turística, que no próximo ano irá envolver uma dezena de alunos de cada uma destas duas instituições.


Jorge Costa

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(IMAGEM: Jorge Costa, João Paulo Martins EDIÇÃO: Jorge Costa)


Entrevista Emídio Rangel
Responsável por projectos de sucesso como a TSF e a SIC, Emídio Rangel marcou também presença no Fórum ESART para discutir o panorama audiovisual do país e falar sobre o futuro do sector.


Emídio Rangel, fundador da TSF e da SIC
(foto: João Paulo Martins/ESART)

ZIP TV: Disse uma vez que os jornalistas se prostituem na praça pública. De que forma é que isso acontece?

EMÍDIO RANGEL: Não queria que ficasse a ideia generalizada de que os jornalistas se prostituem. A maioria deles exerce a sua profissão com dignidade e respeito pelas regras e normas do bom jornalismo. Mas há uma minoria de jornalistas com um título profissional que passam por cima dessa ética e que são capazes de impor a mentira em detrimento da verdade, de manipular e sonegar informação. O que é lamentável é que isto às vezes aconteça de forma organizada. Não tenho provas suficientes para falar em nomes, mas toda a gente sabe que há jornalistas avençados e agências que são capazes de construir notícias de bom-tom para compor a imagem de empresas e empresários. E esta situação é algo que não se pode enquadrar no exercício jornalístico. É contra estas perversidades que é preciso erguer a voz.

Estamos a falar em simultâneo de política e de interesses económicos.

De política, sem dúvida, mas há interesses económico-financeiros que provavelmente têm uma acentuada importância neste mau exercício jornalístico.

Neste momento, a Internet é um dos meios mais utilizados na distribuição de conteúdos audiovisuais. Ela pode vir a retirar importância aos outros já existentes?

Não pode. A Internet entra aqui numa lógica de complementaridade e está a cumprir a sua missão. Como podemos encontrar o bom e o mau, é preciso navegar com cuidado pela Internet. No entanto, trata-se de um grande veículo de comunicação entre os povos e entre gente com sensibilidade e cultura muito diferenciada. E isso é um bálsamo civilizacional de grande importância num mundo tão difícil como aquele em que vivemos.

Significa, portanto, que a Internet é de extrema importância para o desenvolvimento dos audiovisuais.

A Internet é importante para o desenvolvimento comunicacional em termos globais. Hoje é difícil estabelecer os contornos ao nível dos audiovisuais porque eles já estão presentes na Internet e vão estar ainda mais. A Internet de banda larga vai permitir fazer televisão através da Internet, mas terá de ser de outra maneira porque é já outra linguagem.

A Internet e essa nova linguagem vão trazer problemas à comunicação?

É uma interpelação saudável, porque avançamos para formas de comunicação cada vez mais complementares e intervenientes. Os cidadãos de todo o mundo ficam com uma disponibilidade cada vez maior de inúmeros veículos do ponto de vista comunicacional, e isso é que é importante. É nessa diversidade de suportes comunicacionais que se joga o êxito da democracia.

Como encara neste momento a televisão interactiva e a televisão na Internet em Portugal?

Acho que há ainda alguns problemas de natureza tecnológica por resolver, mas estão a ser ultrapassados. A televisão interactiva está na ordem do dia e caminhamos para formas cada vez mais sofisticadas de comunicar usando a imagem e o som na Internet ou através de outros suportes. Mas acho que há ainda um grande percurso a fazer, quer do ponto de vista tecnológico, quer do ponto de vista comunicacional.

Esse desenvolvimento vai obrigar a televisão em Portugal, tal como a conhecemos, a alterar-se?

Provavelmente isso vai obrigar a que a indústria perceba que cada meio tem um determinado tipo de conteúdo. No arranque da Internet, lembro-me que toda a gente achava que aquilo era uma agência de notícias e que o problema estava resolvido. Conhecia-se mal a linguagem da Internet, mas hoje percebe-se que esta suporta o som e a imagem. Quem quiser utilizar a Internet à luz das mesmas regras e gramática que se usam na televisão convencional evidentemente que vai errar.

Em Portugal existe uma grande lacuna na formação na área dos audiovisuais. Uma vez disse mesmo que faltavam guionistas como pão para a boca.

As escolas precisam de responder aos grandes desafios que se colocam à sociedade de hoje. Vivemos na era da comunicação, e precisamos de profissionais que sejam capazes de desenvolver conteúdos para a rádio, para a Internet e para os telemóveis. Há cada vez mais necessidade de passar novos conteúdos por esses veículos de comunicação. Mas para que do ponto de vista comunicacional eles sejam verdadeiramente eficazes, têm de ser pensados e estruturados em função de cada meio.

E o ensino está preparado para isso?

Acho que não está, mas é preciso que também acompanhe esse progresso. É preciso que as universidades lancem cá para fora jovens preparados do ponto de vista teórico e prático para esse exercício. O ensino em Portugal tem de formar gente capaz de intervir nestas áreas.

Mas se os cursos existem, afinal onde está o problema?

Em determinada altura tudo se resumiu aos cursos de Comunicação Social, cuja base é a sociologia da comunicação. Agora, na área da comunicação nós não precisamos só de sociólogos. Precisamos de conhecimentos teóricos e práticos, precisamos sobretudo de gente que conheça a tecnologia e a sua linguagem, que tenha um conhecimento sistematizado de cada meio e equipamento para depois os poder usar. As universidades portuguesas têm de formar gente capaz de intervir nestas áreas, até porque vai ser cada vez mais frequente a circulação de pessoas. E se não formos capazes de responder a esse desafios é evidente que os jovens portugueses vão ter uma competição extremamente difícil.

O Processo de Bolonha vem ajudar os jovens portugueses a integrarem-se mais facilmente?

Acho que é uma bela proposta. Acredito muito na metodologia implícita no Processo de Bolonha, em que os três primeiros anos são de banda larga e permitem desde logo avançar para áreas mais especializadas. E como há já 45 países que aderiram a ele na Europa, é uma inevitabilidade.

Sendo assim, o futuro dos audiovisuais em Portugal está garantido?

Não acredito que fiquemos insensíveis ao que acontece na Europa e nos restantes países. A própria escola vai-se modificar e actuar de acordo com esses novos desafios. Os meios de comunicação social também, porque a língua é uma vantagem competitiva importante, mas é preciso não ter ilusões. Se os jovens portugueses que saem das universidades não estiverem qualificados para esse desafio, serão substituídos por gente formada em universidades estrangeiras.

Actualmente, as nossas televisões têm apostado menos na produção nacional. Algumas continuam a fazê-lo, mas apenas em determinada área, seja na telenovela (TVI), no cinema (SIC) ou no documentário e na reportagem (RTP). Será que as televisões também vão ter um papel preponderante nesta mudança?

O desafio também é lançado às estações de televisão. Se estas querem continuar a ter audiências e público, têm de saber qual é a sua vantagem competitiva, que em Portugal é produzir conteúdos em português. Não pode ser só passar enlatados comprados nos mercados internacionais. Houve um recuo considerável nos últimos anos, mas acho que isso vai ser retomado por força da realidade que está pela frente. Quem quiser vencer vai ter de marcar pontos aí.

Mas temos capacidade financeira para fazer isso?

Acho que temos. A experiência que eu vivi provou isso. Em determinada altura, 90 por cento da emissão da SIC era falada em português. E enquanto eu lá estive, foi uma estação que deu muitos lucros aos seus accionistas.

Esteve por detrás da criação da TSF e da SIC, que na altura se impuseram na área da informação de uma forma inovadora. O que neste momento podemos esperar de Emídio Rangel?

Eu não me demito da minha atitude como profissional e jornalista. Tenho sido muito solicitado para fazer trabalho no domínio da televisão e da rádio em Angola, por exemplo, e feito muitos estudos e pareceres até para a televisão em Espanha. É mais difícil trabalhar na televisão em Portugal, mas estou muito estimulado.

Então se é mais fácil trabalhar em Espanha do que em Portugal, há ainda barreiras a quebrar?

Se calhar há mais reconhecimento lá fora do trabalho que fiz, mas nem sequer atribuo a isso especial relevo.

Como vê a iniciativa de alguns institutos politécnicos e universidades se aventurarem no mundo da televisão com os canais internos?

Vejo com muito bons olhos, embora não conheça em concreto o trabalho que estão a desenvolver. Há coisas que têm de ser feitas como as televisões generalistas, mas é preciso que estas televisões que trabalham para públicos segmentados tenham a ousadia de inovar e de procurar novas realidades do ponto de vista estético e comunicacional. Há aqui um lugar fantástico de experimentação que pode ser precursor de uma nova estética e de uma nova linguagem. Acho que se a universidade for capaz de ousar e de abrir caminho para essa experimentação, irá prestar um bom serviço ao país, à língua portuguesa e à comunicação.



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(EDIÇÃO: Miguel Ferreira e Jorge Costa)


Desfile de Moda
De regresso ao Cine-Teatro Avenida, o Desfile da Moda traz todos os anos a Castelo Branco alguns dos melhores estilistas e modelos nacionais. Para além dos coordenados dos finalistas do curso de Design de Moda e Têxtil, na edição deste ano foram também apresentadas as colecções da Adraces, da Concreto e da Dielmar, bem como os trabalhos da estilista Alexandra Moura e da dupla Storytailors.











(fotos: João Paulo Martins/ESART)

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(EDIÇÃO E PÓS-PRODUÇÃO: Miguel Ferreira)


Vox Pop
Terminado o evento, fomos saber qual a opinião dos estudantes e da população em geral sobre o Fórum ESART e qual foi para eles o momento mais alto da edição deste ano.

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(EDIÇÃO: Jorge Costa)


Exposição Vestidos de Chita
Noutros tempos, a moda era outra... A prová-lo está a exposição “Retratos e Vestidos de Chita”, uma mostra integrada no Fórum ESART, onde se apresentam fotografias e alguns dos vestidos que participaram no célebre concurso que animou as noites de verão em Castelo Branco entre 1944 e 1996. Uma viagem até uma época em que as costureiras desfilavam as suas próprias criações.


A mostra está patente ao público no museu da cidade
(foto: João Paulo Martins/ESART)

“Retratos e Vestidos de Chita” é o nome da mostra integrada no Fórum ESART, que o Museu Francisco Tavares Proença Júnior e a Escola Superior de Artes Aplicadas decidiram dedicar ao concurso que durante cinco décadas animou as festas de verão em Castelo Branco. Uma exposição que integra também recortes de imprensa, colchas e amostras deste tecido de algodão que os portugueses trouxeram da Índia no século XVI. As cores e os motivos pintados ou estampados são já do século passado, mas para muitos albicastrenses as memórias associadas a eles estão ainda bem vivas.

“Quem ofereceu a chita foi o senhor Penalva, da Loja Penalva, que hoje já não existe. Depois, nós tivemos a ideia de ir buscar as cores para condizerem com o vestido", lembra à ZIP TV Maria Amália Mateus Rebelo, concorrente do Vestido de Chita em 1971. "a altura, como estava muito calor, nem quisemos com manga. Mandámos fazer o vestido da forma mais simples possível. Depois lembrámo-nos das molas.”


Uma das participantes, ao lado do vestido da sua autoria
(foto: João Paulo Martins/ESART)


Para além de elogiar o trabalho da costureira portuguesa, o concurso do Vestido de Chita tinha também fins políticos, já que pretendia mostrar que com um tecido barato e nacional se podiam fabricar trajes elegantes e apoiar a caridade local. Esta iniciativa do Jornal de Notícias do Porto arrancou no final da década de 1930. Em Castelo Branco, a primeira edição do concurso realizou-se no parque da cidade, em 1944. Com o 25 de Abril perde-se a tradição, mas esta ressurgiria nas décadas seguintes, até acabar por desaparecer em 1996.

O concurso do Vestido de Chita também foi acompanhado durante quase duas décadas pela objectiva do fotógrafo mais antigo de Castelo Branco, que partilhou a emoção das participantes.

“Faziam-se maravilhas com as chitas. Eram verdadeiras obras de arte, coisa que hoje não se consegue por falta de vontade das pessoas", recorda José Barata. "O primeiro prémio era uma máquina de costura. Era um troféu para as famílias como se hoje fosse a taça dos campeões. Aquilo era uma loucura. Houve muitas modistas que se lançaram na confecção através do Vestido de Chita.”

As fotos ganharam cor mas os vestidos perderam a magia de outrora. No entanto a chita tem vindo a ganhar interesse para o museu da cidade, já que existe uma relação indirecta entre a origem deste tecido e a origem do bordado de Castelo Branco.

“Os vestidos não são do museu, são todos particulares. Tivemos quase que bater porta a porta, foi mesmo através dos contactos pessoais que conseguimos todos", explica à ZIP TV Aida Rechena, directora do Museu Francisco Tavares Proença Júnior. "Para ficar salvaguardado, neste momento terão de ser as proprietárias a fazer a conservação deste espólio. Quem sabe se no futuro ele virá a ser reunido num espaço municipal ou social.”

Da cidade depende agora o futuro deste evento do passado. Uma iniciativa regional que marcou a vida social de várias gerações de albicastrense, e cujo exemplo é hoje seguido pelos desfiles de moda da ESART.

Jorge Costa

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(IMAGEM: João Paulo Martins e Jorge Costa EDIÇÃO: Jorge Costa)


Demonstrações e concurso de hip-hop
Outra das novidades do primeiro Fórum ESART foram o concurso e as demonstrações de hip-hop. Nesta edição, os troféus ESART, que visam premiar os melhores alunos de cada ano e curso desta escola, foram também atribuídos aos vencedores desta iniciativa dedicada aos graffittis, à break dance e ao rap.



(fotos: João Paulo Martins/ESART)

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(EDIÇÃO: Jorge Costa)


Nos bastidores da ESART
Durante duas semanas, o Fórum ESART mobilizou grande parte dos alunos e professores da Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco. Um evento que não seria possível sem a dedicação e o trabalho de todos eles. Este é o seu mundo...

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(IMAGEM: Miguel Ferreira, João Leitão, Pedro Vicente MÚSICA: Luís Marques Costa EDIÇÃO: Miguel Ferreira)